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A mostrar mensagens de setembro, 2017

Silêncio

O silêncio assombra-me. O silêncio desnuda os meus pensamentos. Dá-lhes poder, torna-os reais. O silêncio invade-me, como o vento que corre pelas frinchas no Inverno. O meu medo corre, também, pelas veias que me dão vida. Corre, apressado, pois este vazio, este silêncio o estimula. Como pode este tempo ter passado e eu ter permanecido no mesmo sítio? Como foi que a minha vida parou por tua causa? Volto a ligar a música, mas nem mesmo assim consigo parar este monstro que me engole. Os meus pensamentos centram-se nas tuas mãos e como elas me tocavam. O silêncio é a gasolina que alimenta este fogo em mim. Já nada lhe escapa, já nada lhe sobrevive... eras tudo o que eu queria, eras tudo o que silenciava a minha mente, quando o silêncio não me assustava. Isto parece um sonho, um sonho que se torna num pesadelo. Do qual, infelizmente, não posso acordar.

Amor

Sentir esta necessidade de te poder ter nos meus braços uma outra vez, está a destruir o que resta da minha sanidade. No entanto, a ideia de te ver de novo, corta o meu coração. Esta ideia esfaqueia-me e torna-me fraca... o amor não é suposto tornar-nos mais fortes e determinados? Então, porque razão parece que me roubaram o chão? Não consigo respirar ao recordar o teu sorriso, esta memória não se apaga, não se desvanece. Parece doloroso não se ter a capacidade de esquecer alguém. Queria ter a coragem de parar de te relembrar. Gostava de ter pena do meu coração, gostava de não te saber de cor... A raiva substitui esta dor, de vez em quando, quando as lágrimas se esgotam e queimam a minha garganta. Quando a tua  memória incendia o meu ser, devastando tudo, nada sobrando para eu estimar. Congelas a minha mente, ao mesmo tempo que me queimas tudo aquilo que sou. Não me deixas avançar.