Caminhos
Todos os caminhos estavam cortados. De alguma forma teria de passar. O meu coração palpitava, sentia a adrenalina correr pelas minhas veias, enquanto tentava decidir qual a melhor alternativa. Sabia que tinha de continuar a andar, sempre em frente, não podia desistir. Todo o mundo já tinha desistido de mim, mas enquanto eu ainda acreditasse em mim, enquanto não desistisse de lutar por mim, nada estava perdido. Para já. Tinha que continuar, sentia dentro de mim a vontade de vencer, a vontade de derrotar os meus demónios e refazer a minha vida. Nada estava perdido. Tudo o que eu antes procurava nos outros estava em mim, assim como as inseguranças. Tal como tudo aquilo que achava que necessitava, esteve este tempo todo dentro de mim. Onde há vontade, há um caminho. É nisso que tenho de acreditar.